Acontecimento | 10/04/2018
SÃO FÉLIX DO XINGU: Ex-prefeito João Cleber é preso em operação da Polícia Civil
Ex-prefeito João Cleber será transferido para Belém
A Polícia Civil e o Ministério Público do Pará deflagraram a ‘Operação Tetracarca’, na manhã desta terça-feira (10), no município de São Felix do Xingu, sul do Pará. Foram cumpridos 10 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e seis de busca e apreensão relacionados a crimes de desvios de recursos públicos e corrupção.

Segundo a polícia, os crimes estão relacionados a desvios de recursos de origem própria do município sobre o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cuja fonte arrecadadora e destinatária é o próprio município. A organização criminosa tinha participação dos servidores municipais, de acordo com as investigações.

Foram presos o ex-prefeito de São Félix do Xingu, João Cleber de Souza Torres; Ana Cláudia
Segundo as investigacoes, a organização criminosa tinha a participação de servidores públicos
Rodrigues Feitosa, servidora da prefeitura, Chefe do Departamento de Tributos; Evani Geraldo de Oliveira, Secretário de Finanças à época; Antônio Ribeiro Neto, Secretário Adjunto de Finanças, responsável pelo recolhimento de tributos da prefeitura à época.

Eles receberiam em mãos os valores referentes ao tributo, deixando de recolher aos cofres públicos. A comprovação de quitação de boletos era feita de forma manual.

As investigações duraram cerca de dois anos com atuação conjunta do Ministério Público do Estado do Pará e Polícia Civil. Os presos serão encaminhados ao Sistema Penal onde ficarão à disposição da Justiça.

Participaram da operação policial equipes da Divisão de Repressão ao Crime Organizado-DRCO e Grupo de Pronto Emprego-GPE, da Polícia Civil, além do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado-GAECO, do Ministério Público do Estado do Pará.

O Inquérito Policial é presidido pela Delegacia de Repressão a Defraudações Públicas-DRDP e do Ministério Público Estadual, que tramitou no Tribunal de Justiça do Estado do Pará, onde o prefeito à época possuía foro por prerrogativa.

Após o término do mandato, representou-se pelo encaminhamento à primeira instância, cujo procedimento investigativo passou a tramitar na Vara Especializada no Combate ao Crime Organizado, cujos juízes exararam as ordens judiciais de prisão preventiva e busca e apreensão.

Os presos serão encaminhados ao Sistema Penal (SUSIPE), órgão em que os presos ficarão à disposição da Justiça.
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