Polícia | 16/03/2018
REDENÇÃO: Esposo de promotora de Justiça e investigador da Polícia Civil são presos
Na última segunda-feira (12) veio à tona um caso que abalou as estruturas da Polícia Civil e Ministério Público do Pará. Um investigador foi preso e junto com ele um homem que seria esposo de uma promotora de Justiça de Redenção. Policiais da Corregedoria Regional da Polícia Civil de Marabá, sob o comando do delegado Thomaz H. Lesbaupin, de posse de mandados de prisão, prenderam o investigador Antônio Aldenir da Conceição Lima ‘Sobreira’, lotado em Rio Maria e Rayro Mateus Sousa Lima, esposo da promotora de Justiça da 1ª Promotoria em Redenção.

FATO: A historia teve início em 2016 quando uma pessoa procurou a Superintendência da Polícia Civil em Redenção, denunciando que o policial Sobreira havia ido a sua casa por saber que lá tinha duas armas de fogo e por isso teria lhe cobrado propina para não proceder o flagrante. Ao término do inquérito, o delegado Renato Duran indiciou o investigador Sobreira e Flávio da Silva, este por ser a pessoa que havia vendido as armas ao homem que sofreu o pedido de propina. Segundo o delegado, Flávio vendia as armas e avisava para ‘Sobreira’ que depois abordava as pessoas para receber propina em troca de sua atuação.

Quando o inquérito foi remetido para a justiça e despachado para o Ministério Público, começou outra história que acabaria em fraudar o sistema da Promotoria de Justiça. O parecer da promotora Magdalena Torres Teixeira foi juntado aos autos indicando o arquivamento do inquérito, o que foi decretado por um dos juízes da Comarca de Redenção.

Porém, devido à estranheza do parecer do Ministério Público, que deveria acusar e neste caso, fez o contrário. Outra investigação começou a ser feita, quando veio à tona que o marido da promotora de Justiça teria fraudado o parecer do MP usando a assinatura digital da esposa. O parecer fraudulento resultou no arquivamento do inquérito contra o investigador Sobreira.

PRISÕES: Na manhã da última segunda-feira, policiais da Corregedoria Regional da Polícia Civil de Marabá cumpriram os mandados de prisão emitidos pelo juiz Haroldo da Fonseca contra Sobreira e Rayro, mas o sigilo foi mantido até à tarde da última quarta-feira (14). Durante depoimento, o esposo da promotora confessou que participou do esquema para burlar a justiça e fraudar um parecer do Ministério Público em favor do policial civil, usando a assinatura digital de Magdalena Torres.

RESPOSTAS: Nossa reportagem tentou ouvir os acusados, mas nenhum foi localizado para falar sobre o assunto, nem seus advogados atenderam aos telefonemas.
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