Polícia | 14/12/2017
REDENÇÃO: Homem que matou missionária disse após audiência de custódia que agiu sozinho
Ricardo disse que agiu sozinho na execução das duas mulheres
Após a audiência de custódia que foi presidida pelo juiz César Leandro Pinto Machado, da Vara Criminal da Comarca de Redenção, Ricardo Pereira da Silva, que confessou ter comandado a execução da também missionária Maria Francisca de Souza Vaz (48) e da amiga dela, Joanice Oliveira de Jesus (33), fato ocorrido no último sábado (9), teve sua prisão decretada. Contrariando o que disse na Delegacia de Polícia Civil, Ricardo declarou que o crime foi praticado só por ele e que as pessoas acusadas anteriormente, são inocentes. Porém, mesmo assim a justiça manteve os dois casais presos em celas isoladas dos demais detentos no Presídio Regional de Redenção.
Na versão dada à polícia, Ricardo contou que os mandantes da execução seria o casal Jean Altamir Rodrigues da Silva (41) e Aline Lázara Gomes de Souza (27), ambos genro e filha da missionária Francisca Vaz. Ricardo disse ainda que também participaram da matança, o casal Wesley Costa da Silva e Euzilene Alves de Almeida, também amigos íntimos da missionária. Já durante a audiência de custódia, Ricardo falou que mentiu quando apontou os dois casais com
Missionária Francisca Vaz morreu asfixiada
o participantes do homicídio. Na saída do fórum, alguns profissionais de imprensa conseguiram falar com Ricardo que confirmou que agiu sozinho, e com Jean que afirmou que era inocente.
NA DELEGACIA: Para os delegados, Ricardo Pereira da Silva disse que teria matado para ganhar R$ 5 mil, mas não chegou a receber o dinheiro. Ele revelou riqueza de detalhes e mostrou marcas em seu corpo que teriam sido feitas durante a luta corporal para matar as duas mulheres. Ricardo também era amigo íntimo de Francisca e era chamado de missionário e frequentador da mesma igreja. Na noite do crime, ele teria planejado uma vigília de oração na casa da vítima, mas o ato foi de matança com muita crueldade. Joanice Oliveira, segundo o depoimento de Ricardo, só morreu porque também estava na casa.
Durante coletiva de imprensa, na tarde da última terça-feira (12), a polícia informou que o inquérito vai continuar investigando e que a maior prova que poderia ser divulgada até o momento, é o depoimento de Ricardo, o qual segundo o delegado é o maior convencimento para a polícia de que os apontados realmente participaram do ato m
Joanice Oliveira teria morrido somente porque estava na residência
acabro.
DEFESA: Os advogados que defendem o casal Jean e Aline, disseram que só estão no caso porque acreditam na inocência dos dois e que a prova testemunhal dada pelo acusado confesso não poderá ser o norte a ser seguido e que a confissão de Ricardo afirmando que agiu sozinho, ajuda a provar tal inocência. Já os advogados de Weslei e Euzilene, falaram que ainda não tiveram acesso aos autos.
TESTEMUNHA: Quando Jean e Aline foram presos na segunda-feira, por volta das 21 horas, eles disseram que na noite do crime estavam em casa e um amigo deles, que os visitava, havia dormindo na residência. Imediatamente a testemunha que estava em Tucumã, retornou a Redenção e foi ouvida pelos delegados. O homem confirmou que havia dormido na casa do casal e que não percebeu Jean e Aline se ausentarem durante a noite. Após o depoimento, o homem chegou a ser agredido por pessoas que estavam na frente da delegacia.
APURAÇÃO: Na verdade, a polícia parece ter mais trabalho com relação a esse caso, pois falta esclarecer se Ricardo agiu sozinho ou com mais alguém e qual a motivação para que ele matasse as duas mulheres.
(Lourivan Gomes /da redação)
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