Polícia | 19/05/2017
REDENÇÃO: Maria Cristina é acusada de coordenar esquema de corrupção
Maria Christina é acusada de usar a estrutura pública para promover corrupção
Na manhã desta sexta-feira (19), o Ministério Público Estadual com apoio do Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa (NCIC) deflagrou a operação ‘Avador’ de busca e apreensão na residência da Secretária Municipal de Obras, Maria Christina e no prédio da referida secretaria municipal (SEMOB).

Segundo o que foi apurado pelo Ministério Público, a secretária de Obras é arquiteta e tem uma empresa no ramo, e na secretaria municipal era ela a responsável por elaborar e aprovar os projetos, desenvolvendo funções incompatíveis com a transparência, beneficiando somente seus clientes, como também impondo barreiras as empresas que não usassem o seu escritório particular. Há indícios de que muitos empresários da cidade foram vítimas das imposições criminosas da secretária, que foi afastada judicialmente das funções e vai responder a inquérito investigativo. “É um absurdo, alguém que faz o projeto ser também quem fiscalizar e ver a legalidade do projeto”, disse o promotor Nelson Medrado do Grupo de atuação especial no combate ao crime organizado (GAECO).

MERCADO: Na
A casa de Maria Christina e a secretaria de obras foram alvos dos mandados expedidos pela justiça
residência de Maria Christina, foram apreendidos R$ 184 mil. Segundo o Promotor de Justiça, Medrado, há indícios de que Maria Christina arrecadava até R$ 300 mil reais por mês com as práticas criminosas dentro da SEMOB e do Instituto der Pesquisa, Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável de Redenção (IPPUR). “Os engenheiros e arquitetos aqui da cidade deveriam estar tendo problemas para arranjar clientes, pois ela dominava tudo, tudo era ela; Isso é um absurdo a pessoa está se valendo do serviço público para desviar e tirar proveito; Utilizando-se de um serviço que deveria fiscalizar a legalidade das construções”, disse Medrado.

Segundo os Promotores de Justiça, o material apreendido na Casa de Maria Christina e na SEMOB deixa claro o esquema e mostra ainda que tudo era feito usando a estrutura da prefeitura. Documentos do escritório da empresa de Maria Cristina foram encontrados na prefeitura e na casa da acusada foram encontrados diversos documentos da prefeitura, alguns assinados em branco o que supostamente são peças do esquema a ser investigado com mais profundidade.
Os promotores Nelson Medrado (GAECO); Lorena Barbosa, responsável pela investigação e Cremilda Aquino (Coordenadora do Polo Sudeste II / MPPA) durante entrevista


INVESTIGAÇÃO: A Promotora de Justiça, Lorena Moura Barbosa de Miranda, disse que recebeu denúncias dos supostos atos criminosos e em seguida passou a emitir notificações para a secretária, Maria Christina, mas a mesma não respondeu aos questionamentos, por isso foi necessário à emissão dos mandados de busca e apreensão dos documentos para que pudéssemos dar andamento às investigações.

QUEM: Restou apurado nas investigações do Ministério Público, que as operações fraudulentas eram perpetradas pelos servidores: Maria Cristina Caldas Rodrigues – secretária Municipal de Obras, Transporte e Urbanismo; Helen Fernandes da Rocha – Coordenadora e Controladora de Obras e Urbanismo; Josimar de Jesus Ribeiro – Agente de Infraestrutura Operacional da SEMOB; Tiago de Sousa Silva – Agente de Infraestrutura Operacional do IPPUR; Claudenyr Alves Saraiva – Agente Tributário da Secretaria da Fazenda.


Segundo Lorena Miranda, as investigações teve início a cerca de 30 dias e que os documentos, computadores, not books e todos os materiais apreendido serão analisados tecnicamente.
(Da Redação).
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