Acontecimento | 20/04/2017
RIO MARIA: Justiça condena Celpa a pagar indenização por corte indevido
Mas idosa de 71 anos continua com energia cortada e nome no SERASA
Dona Tarcillia mostra as contas pagas e demonstra sua tristeza com o equívoco da Celpa
O juiz da comarca de Rio Maria, Edivaldo Saldanha condenou a rede Celpa a pagar indenização de R$ 4 mil por danos morais, em favor da senhora Tarcillia Ferreira (71) residente na avenida ZERO, nº 64, bairro Vila Nova, em Rio Maria. A ação foi feita pelo advogado Wilker Lopes de Oliveira. O motivo é que a idosa teve sua energia cortada sem maiores explicações por parte da concessionária de energia elétrica.
Embora a senhora Tarcilia informasse aos funcionários da CELPA que jamais deixou de pagar qualquer fatura de energia elétrica, mostrando todos os comprovantes pagos, ainda assim sua energia foi cortada.
Segundo o advogado, a concessionária não entregou a fatura referente ao mês de maio de 2016 e no dia oito de agosto, realizou o corte, alegando falta de pagamento.
Advogado Wilker Lopes disse que vai continuar lutando pelos direitos de dona Tarcillia
Diante da suspensão do fornecimento de energia, um genro da idosa, através da internet, conseguiu imprimir a referida fatura, quando foram surpreendidos, pois a mesma constava o valor de R$ 4.907.81, sendo que o valor médio das faturas da senhora não ultrapassa R$ 150,00.
Na ação feita pelo advogado, foi pedido a declaração da inexistência do débito cobrado pela Celpa e o pagamento de indenização por danos morais. O juiz atendeu ao pedido condenando a Celpa a pagar R$ 4 mil de indenização; declarar inexistente o débito e ao imediato religamento da unidade consumidora da senhora, inclusive definindo multa de R$ 100 por dia em caso de desobediência. Dias depois a multa foi reformulada para R$ 300 ao dia.
A Celpa não recorreu à condenação e depositou em conta judicial o valor da indenização, no entanto até hoje não religou a energia e nem excluiu o valor cobrado indevidamente da senhora. Pelo não cumprimento da determinação judicial, o valor da multa já passa dos R$ 55 mil. Além de não ter energia, outro agravante em desfavor de dona Tarcillia é que ela está com seu nome no SERASA por causa do débito cobrado pela CELPA.
O advogado Wilker Lopes disse que agora vai entrar com pedido de cumprimento de sentença. “É lamentável que pessoas passem por este constrangimento, mas acreditamos na justiça”, declarou.
Emocionada, dona Tarcillia disse que foi fazer compras, mas não conseguiu porque seu nome está com restrição. “A própria Celpa fez vistorias aqui em casa e viu que nosso uso de energia é mínimo”, explicou ela.
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