Polícia | 20/04/2017
REDENÇÃO: Polícia Civil conclui que agente do Detran matou o próprio filho
Delegado Camargo descartou a possibilidade de suicídio
Na manhã da última terça-feira (18) o delegado Marcus Vinícius Camargo, que preside o inquérito policial que apura as causas da morte do menor Yury Claiver Santos da Silva, 9 anos, durante uma coletiva de imprensa deu maiores esclarecimentos sobre o caso.
De acordo com o delegado, o pai da criança, o agente de Trânsito do Detran, Álvaro José da Silva, mentiu no seu depoimento policial ao dizer que não estava dentro da casa na hora do disparo da arma de fogo que atingiu a cabeça da criança.
LAUDO IML: A conclusão da Polícia Civil foi baseada no laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Marabá, que não encontrou vestígios de pólvora na mão da criança. Outro fato que contribuiu para a conclusão do delegado Marcus Camargo, foi o depoimento do cirurgião que atendeu a criança no Hospital Regional de Redenção, o qual informou que o tiro foi dado a uma distância de um metro do corpo da vítima.
CONTRADIÇÃO: Em depoimento prestado perante a autoridade policial, o pai do menor relatou que não estava dentro da casa na hora do disparo e que ele teria encontrado a criança caída no
Segundo a polícia, Álvaro atirou contra a cabeça do filho de 9 anos
chão com o revólver ao lado. No entanto, imagens do sistema de câmeras de vigilância, revelaram que Álvaro chegou ao condomínio as 22h50 e que às 22h54, após pedidos de socorro, a vizinha ligou para a unidade do SAMU, ou seja, quatro minutos após ele ter chegado ao condomínio. O delegado relatou ainda, que de acordo com as imagens, o agente gastou 40 segundos para chegar à sua residência, portanto, já estaria dentro da casa na hora do disparo.
INGERIU BEBIDA ALCOÓLICA: O indiciado relatou ainda para o delegado que antes de retornar para casa estava ingerido bebida alcoólica na companhia de um amigo, quando a mãe do pequeno Yuri ligou informando e questionando o motivo de ter deixado o menor sozinho em casa, e que este havia ligado para ela chorando dizendo que estava com medo de ficar sozinho. Foi quando ele resolveu voltar para a casa.
A mãe da criança ainda relatou para o delegado que Álvaro José tinha o costume de andar armado, que ele não saía de casa sem carregar a pistola. Esse relato levou o delegado a concluir que o agente estava com a arma quando chegou em sua residência. “Já que ele tinha o costume de andar armado, não seria na noite em que ocorreu o disparo que ele teria deixado a arma em casa”, argumenta o delegado.
ACIDENTE?: O delegado encerrou a coletiva descartando qualquer possibilidade de suicídio, informou ainda, que os próprios agentes de polícia que recebem treinamentos às vezes enfrentam dificuldades no manuseio de armas de mesmo calibre. Ele concluiu que a arma foi disparada pelo pai da criança, talvez ao manusear a arma na frente do menor, na intenção de guardar ou assustar o garoto.
INDICIADO: Baseado nas investigações e descartando haver mais pessoas na residência na hora do disparo, o delegado Marcus Vinícius indiciou o agente Álvaro José da Silva, pelo crime de homicídio doloso na modalidade dolo eventual, nos termos do artigo 121, §2º inciso II. O acusado se encontra recolhido no Presídio Regional de Redenção.
O CASO: O triste episódio ocorreu na noite da última sexta-feira (14). Depois de levar um tiro na cabeça, o menino Yuri foi levado para o Hospital Regional, mas não resistiu e morreu manhã de domingo, (9).
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