Saúde | 30/03/2017
Tratamento atóxico poderá reduzir a quimioterapia contra o câncer
Pesquisadores espanhóis estão testando o uso de de nanocápsulas inteligentes para o tratamento do câncer de pulmão
Um novo tratamento atóxico pode ser uma alternativa à quimioterapia no combate ao câncer, de acordo com pesquisadores da Universidade de Salamanca, na Espanha. O estudo tem como base o uso de nanocápsulas inteligentes capazes de reconhecer células cancerosas agindo diretamente sobre elas, especificamente em casos de câncer de pulmão.
“O que estamos tentando é abolir a dependência do paciente que passa duas horas em uma sala, submetido a tratamento, enquanto está recebendo a quimioterapia”, disse Eva Martín del Valle, professora de engenharia química e coordenadora do projeto, em comunicado publicado nesta quarta-feira.
O experimento in vitro consiste no desenvolvimento de um inalador aerossol que funcione de forma convencional, sem gerar reações adversas ao entrar em contato com o tecido pulmonar.
Segundo Eva, a técnica em estudo promete dar maior autonomia ao paciente em relação à administração do ciclo convencional dos medicamentos. O objetivo do experimento é diminuir a quantidade de fármacos reduzindo a toxicidade e melhorando seus efeitos. “80% do fármaco administrado não é utilizado, mas tem que ser metabolizado ou expulso pelo organismo”. A pesquisadora calculou, ainda, que em até dois anos os testes poderão ser realizados em ratos.
CÂNCER EM IMPRESSÕES 3D
Por enquanto, para garantir a aprovação do uso deste tratamento, a equipe espanhola tem desenvolvido espécies de “tumores” utilizando impressoras 3D em compartimentos que permitem o crescimento das células tumorais de forma estruturada, para que os resultados sejam mais próximos da realidade e demonstrem maior segurança antes de começarem os testes em animais. “Sempre há um salto extremamente grande entre os testes in vitro em comparação com a experimentação in vivo. Não há nada no meio. E é aí que estamos, tentando desenvolver tumores em três dimensões, para ver como crescem e validar o que estamos desenvolvendo”, concluiu a cientista.
(Veja.com)
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