Atualidade | 28/03/2017
NÃO É VERDADE! Conselho Tutelar pede prisão de pai que ensina a profissão de pedreiro ao filho em vídeo
Montagem de falsa notícia exibe foto de outro caso.
Circulou pelas redes sociais uma notícia intitulada 'Conselho Tutelar pede a prisão de pai que gravou vídeo ensinando a profissão de pedreiro ao filho'. Ela é falsa.
O texto compartilhado repercutiu e levantou o debate sobre o trabalho infantil. Muitos ficaram revoltados com a ideia de o pai ter sido preso por ensinar o filho a trabalhar. Outros se preocuparam com a situação da criança, dizendo que ela devia estar na escola.
O pedreiro Francisco Nascimento Fonseca, pai do garoto Etni Sampaio Fonseca, de 12 anos, diz que chegou a se apresentar ao Conselho Tutelar de Parauapebas, no Pará, após a repercussão do caso. Mas não houve pedido de prisão. O Conselho Tutelar confirma que a notícia do pedido d
Conselho Tutelar de Parauapebas, no Pará, diz que notícia não procede. Pai grava vídeo ao lado do filho, que estuda e toca violão.
e prisão não procede.
"Graças a Deus me receberam superbem e me disseram que não tinha nada a ver, até porque o rapaz está estudando muito bem, nunca reprovou, continua estudando tranquilamente. Está fazendo a sétima série e está tudo ok", conta.
Em um novo vídeo feito em casa, Fonseca aparece ao lado do filho, que toca violão. "Quem vê um vídeo como esse pode observar que meu garoto não tem trabalhado forçado a nada, que tem feito com alegria, mas, mesmo assim, ainda saiu alguém dizendo que é trabalho forçado. Não é nada disso. Muitas pessoas maldosas tentam me prejudicar."
Etni também fala na filmagem: "Eu nunca fui forçado a trabalhar pelo meu pai, sempre trabalhei com ele porque sempre tive orgulho dele e sempre continuarei assim. Quero dizer que tenho meus momentos de lazer, sou aprendiz de violão e toco um pouquinho de bateria".
O Conselho Tutelar de Parauapebas, enviou uma nota na qual diz não proceder a informação de que houve pedido de prisão do pai. Segundo a nota, o Conselho Tutelar é contra o trabalho infantil e também combate crimes e exploração contra crianças e adolescentes. No caso em questão, no entanto, a denúncia não tem fundamento, diz o órgão.

A foto do pai sendo preso, usada para a chamada da reportagem nas redes sociais, foi copiada de uma reportagem publicada em 2016, em Minas Gerais, que mostrava um suspeito de anunciar o bebê em um site de vendas.

Da Redação
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