Cidades | 17/02/2017
REDENÇÃO: Ex-presidente do IPMR é condenado a devolver mais de R$ 8 milhões e pagar multa de R$ 10 mil
O advogado Carlúcio Ferreira disse que ainda não teve conhecimento da decisão que o condenou
O advogado Carlúcio Ferreira, ex-presidente do Instituto da Previdência Municipal de Redenção (IPMR) no ano de 2008, durante a gestão do ex-prefeito Jorge Paulo, o “JPC”, foi condenado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) a devolver mais de R$ 8 milhões aos cofres públicos e ainda pagar multa de aproximadamente R$ 10 mil.
De acordo com a decisão do TCM, as contas do IPMR desse período foram rejeitadas. O ex-presidente do instituto demorou fazer a prestação de contas e ainda excedeu o limite de 2% das despesas administrativas, consta também que aconteceu contratação de empresa sem processo licitatório. O advogado foi citado em novembro e a decisão publicada no Diário Oficial no dia 23 de janeiro desse ano.
O TCM deu 30 dias para Carlúcio devolver o dinheiro aos cofres públicos, apresentar as contas atualizadas ao TCM e pagar as multas estipuladas, em caso de não cumprimento o valor que o advogado terá que devolver pode aumentar significativamente, pois também foi estipulada multas pelos dias de atraso ao cumprimento da decisão.
PELO RALO: Esse valor que o advogado tem que devolver é apenas uma parcela dos mais de R$ 20 milhões que foram desviados do Instituto da Previdência de Redenção. Dinheiro que sai do bolso do servidor diretamente para o ralo, quando os servidores forem se aposentar não terá fundos para cobrir o benefício da aposentadoria.
DÍVIDA: O advogado terá que devolver R$ 8.802.837,04 aos cofres públicos e pagar R$ 3 mil pelo atraso em prestar contas e balanço geral do 2° e 3° quadrimestre de 2008; também R$ 3 mil por exceder os 2% das despesas administrativas; ainda R$ 4 mil de multas por gastar R$ 394.265,61 com a Construtora e Empreendedora Cosmo LTDA, empresa não licitada.
OUTRO LADO: Em resposta à nossa reportagem, o advogado Carlúcio Ferreira disse que não tem conhecimento dessa decisão com esse valor. “Não estou sabendo dessa decisão, não fui citado sobre isso. Ano passado entrei com recurso contra uma decisão de valor menor, em torno de R$ 5 mil”, afirmou o ex-presidente do IPMR.
(Da Redação)
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