Polícia | 10/05/2018
OPERAÇÃO DA PF: Fraudadores “demitiam” trabalhadores para sacar benefícios
Polícia Federal aprendeu dinheiro e objetos nas residências dos investigados
Uma das pessoas presas pela Operação Entice, desencadeada na última terça-feira (8) em Marabá e Redenção, é servidor do Sistema Nacional de Emprego (SINE), identificado como Charles Braga. Além dele, outra pessoa também foi presa em Redenção.
A ação buscava desarticular uma quadrilha especializada em fraudar benefícios de Seguro Desemprego. Ao todo, foram cumpridos sete mandados judiciais, sendo um Mandado de Prisão Preventiva, um de Prisão Temporária e cinco Mandados de Busca e Apreensão, além de duas Decisões Judiciais de afastamento das funções públicas.

Conforme o delegado Ricardo Viana, chefe da Delegacia Regional da Polícia Federal em Marabá, em entrevista coletiva, pode haver mais pessoas envolvidas nas fraudes e, por isso, as investigações terão continuidade.
“Apreendidos veículos, bens de valores e equipamentos que armazenam mídias porque queremos entend
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er como a fraude funciona, ela é complexa. Para se ter ideia, benefícios inseridos em Marabá eram sacados em são Luís, Belém, São Paulo, Aparecida de Goiânia. Se não fosse o sistema antifraude teriam levado mais de R$ 26 milhões”, diz.

Ele acrescenta que entre agosto de 2016 e março deste ano, período que duraram as investigações, mais de 100 denúncias foram realizadas apenas em Marabá, fora as que vieram de outros locais afirmando que os benefícios haviam sido sacados na cidade.
“Essa operação nasceu em decorrência da grande demanda de denúncias de seguro-desemprego fraudado aqui na cidade”. Ele explica como funciona a fraude. “Um grupo de aliciadores coopta servidores que trabalham no SINE e tem acesso aos sistemas do MTE para fazerem esse tipo de inserção”.
A partir daí, diz, pessoas que têm vínculo empregatício, por exemplo, são lançadas como desempregadas. “De repente, quando é demitido de fato, o trabalhador procura o SINE e descobre que o benefício dele já foi sacado". A fraude, acrescenta, ocorre em via de regra de forma virtual.

“Os aliciadores e servidores fazem a demissão virtual e geram o crédito que é sacado através do cartão cidadão. Até falo que a torpeza dessa fraude consiste justamente em fragilizar o trabalhador em um momento bem delicado da vida laborativa. Quando é demitido procura o SINE para fazer jus à renda e ela foi subtraída”.
Viana chama para os altos valores que poderiam ter sido desviados. “Quando nos deparamos com o montante de recursos pedimos ajuda do TEM para fazer um trabalho mais técnico e detalhado. O volume potencial foi de mais de R$ 26 milhões, destes, boa parte o sistema antifraude do MTE conseguiu bloquear, sendo efetivamente pago algo na casa dos R$ 4,6 milhões. É muito dinheiro”.
Luciana Marschall e Ana Mangas
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